quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Prova ABC

Avaliação reuniu 6 mil alunos de escolas públicas e privadas. 

Prova ABC mediu ainda desempenho em leitura (56,1%) e escrita (53,4%).

Do G1, em São Paulo
Alunos em sala de aula (Foto: TV Globo/Reprodução)Alunos em aula (Foto: TV Globo/Reprodução)
Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.
O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.
Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos. (Veja tabela abaixo)
A avaliação foi feita com alunos do 3º ano do ensino fundamental; ele é o equivalente à 2ª série do antigo ensino primário. Nessa fase, os alunos têm, em média, oito anos.
A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.
A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Cada criança respondeu a 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática (o aluno fez testes de apenas uma das duas áreas). Além disso, todas elas escreveram uma breve redação, a partir de um tema único. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento adquirido pelos alunos ao final do terceiro ano, que representa o fim do ciclo básico de alfabetização.
Matemática
Na prova de matemática, o objetivo era obter no mínimo 175 pontos para mostrar domínio da adição e subtração e conseguir resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Estes 175 pontos correspondem ao conhecimento esperado dos alunos desta série segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No total, 42,8% do total das crianças tendo aprendido o que era esperado para esta etapa do ensino em matemática. A média nacional foi de 171,1 pontos, sendo que entre os alunos da rede privada foi de 211,2 pontos, a da rede pública ficou em 158,0 pontos.
Média de pontos em matemática e percentual de alunos que aprenderam o esperado para o 3º ano
RegiãoRede públicaRede privadaMédia
BRASIL158,0 pontos (32,6%)211,2 pontos (74,3%)171,1 pontos (42,85%)
Norte145,4 pontos (21,9%)196,7 pontos (67,7%)152,6 pontos (28,3%)
Nordeste148,9 pontos (25,2%)186,9 pontos (54,7%)158,2 pontos (32,4%)
Sudeste161,9 pontos (35,6%)224,2 pontos (80,6%)179,1 pontos (47,9%)
Sul171,3% pontos (44,5%)224,9 pontos (86,3%)185,6 pontos (55,7%)
Centro-Oeste167,1 pontos (40,6%)204,2 pontos (78,9%)176,5 pontos (50,3%)
Fonte: Prova ABC; Todos Pela Educação; Ibope; Fundação Cesgranrio; Inep
"As pessoas acham que alfabetização é apenas saber ler e escrever. Tem que se pensar na alfabetização numérica também, precisamos desde cedo que nossas crianças saibam as operações básicas de matemática", diz o professor Ruben Klein, da Cesgranrio. "Para que o país possa ter conhecimento tecnológico e formar engenheiros é preciso desde cedo ter uma boa formação em matemática."
A média de 42 pontos percentuais entre os alunos da rede pública e os da rede privada chamou a atenção na pesquisa.
Os pesquisadores destacam a preocupação em se corrigir o problema ainda na educação básica. "A tendência é este desempenho piorar nas séries mais avançadas", diz Klein. "Pesquisa com estudantes que estão terminando o ensino médio mostra que só 11% atingem o conhecimento mínimo em matemática."
Leitura
Na prova de leitura, os alunos, entre outras tarefas, tinham que identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. A média foi de 185,8 pontos na escala, sendo 216,7 pontos entre alunos da rede privada e 175,8 pontos para estudantes da rede pública. A médica nacional (incluindo escolas públicas e privadas) foi de 56,1%.
Média de pontos em leitura e percentual de alunos que aprenderam o esperado para o 3º ano
RegiãoRede públicaRede privadaMédia
BRASIL175,8 pontos (48,6%)216,7 pontos (79,0%)185,8 pontos (56,1%)
Norte166,7 pontos (39,4%)210,6 pontos (69,4%)172,8 pontos (43,6%)
Nordeste159,7 pontos (36,5%)191,1 pontos (61,1%)167,4 pontos (42,5%)
Sudeste182,0 pontos (54,4%)224,2 pontos (85,1%)193,6 pontos (62,8%)
Sul186,8 pontos (56,5%)228,4 pontos (86,8%)197,9 pontos (64,6%)
Centro-Oeste186,6 pontos (56,8%)226,2 pontos (85,5%)196,5 pontos (64,1%)
Fonte: Prova ABC; Todos Pela Educação; Ibope; Fundação Cesgranrio; Inep
Escrita
Na prova avaliação de escrita, a média esperada do desempenho dos alunos na redação era de 75 pontos. A média nacional ficou em 68,1 pontos, sendo a média das escolas públicas de 62,3 pontos e a das privadas 86,2 pontos.
"Todas as crianças deveriam atingir 100% de aproveitamento. É um direito básico de educação", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. "É preciso um investimento pesado na formação de professores e na educação infantil. Para reduzir a desigualdade social é também preciso reduzir esta desigualdade educacional."
Média de pontos em Escrita e percentual de alunos que aprenderam o esperado para o 3º ano
RegiãoRede públicaRede privadaMédia
BRASIL62,3 pontos (43,9%)86,2 pontos (82,4%)68,1 pontos (53,4%)
Norte55,4 pontos (35,0%)80,1 pontos (69,3%)58,9 pontos (39,8%)
Nordeste44,5 pontos (21,3%)67,7 pontos (57,5%)50,2 pontos (30,1%)
Sudeste69,9 pontos (53,8%)96,7 pontos (97,7%)77,2 pontos (65,8%)
Sul69,8 pontos (53,6%)87,5 pontos (81,7%)74,5 pontos (61,1%)
Centro-Oeste71,1 pontos (55,0%)82,5 pontos (77,3%)73,9 pontos (60,9%)
Fonte: Prova ABC; Todos Pela Educação; Ibope; Fundação Cesgranrio; Inep

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Manter práticas obsoletas é crime

O educador José Pacheco, mestre em Ciências da Educação, é o idealizador de um dos casos mais bem-sucedidos de inovação em educação, a Escola da Ponte, na cidade do Porto, em Portugal. Para ele, a educação brasileira colhe o que plantou e não padece de falta de recursos, mas da má administração deles. 
Confira a seguir a entrevista concedida ao Educação & Ensino acessando o link abaixo:


http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?id=1150906&ch=

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Biblioteca Digital Mundial


A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL, A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL. UM PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA!

Já está disponível na Internet, através do site  www.wdl.org

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobretudo, caráter patrimonial", antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de  patrimônio", que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Fácil de navegar:

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Como se acede ao sítio global?

Embora seja apresentado oficialmente  na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:


O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originais existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Projetos Colaborativos Internacionais

Quer participar com seus alunos de projetos internacionais? Então, faça parte do Connecting Classrooms, um projeto do Conselho Britânico em parceria com o  Instituto Crescer que pretende colocar centenas de professores em rede a partir do desenvolvimento de projetos no Ensino Fundamental e Médio, compartilhando informações e aprendizagens. 
Para saber mais clique aqui e ouça o áudio com mais detalhes sobre este trabalho ou acesse http://ccprojeto.wordpress.com/