quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como ajudar os alunos a interpretar os problemas?

Uma das grandes dificuldades apontas pelos professores de Matemática é o fato dos alunos apresentarem muita dificuldade na interpretação do enunciado do problema e, com isso, não conseguindo resolvê-lo adequadamente.
Para ajudar nessa questão apresentamos a seguir uma proposta de trabalho para desenvolver esta habilidade com os alunos.

Objetivo
Interpretar os enunciados dos problemas.

Anos
2º e 3º anos


Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
Alunos com deficiência intelectual podem aprender a resolver problemas de adição e de subtração. Procure explorar situações do cotidiano da criança e repita a atividade diversas vezes para facilitar a compreensão. Antecipe as atividades para o aluno e amplie o tempo de realização das etapas para que esta criança proponha uma solução e compartilhe-a com os colegas. Proponha atividades que possam ser realizadas em casa e conte, também, com a ajuda do AEE.

Desenvolvimento
Organize as crianças em duplas e apresente a situação-problema: "Mamãe foi ao mercado e na sacola trouxe: 12 laranjas, 3 litros de leite, 1 pão de fôrma, 4 maçãs, 1 penca com 8 bananas e 2 caixas de suco de uva. Quantas frutas ela comprou?" Solicite que um aluno explique para o outro quais informações devem ser selecionadas para resolver a questão, relatando qual caminho usou para resolvê-lo. As duplas terão de chegar a um consenso sobre a estratégia escolhida. Solicite que algumas duplas apresentem os procedimentos utilizados e justifiquem. Pergunte: quem pode ler o problema novamente? Há alguma palavra nova ou desconhecida? Do que ele trata? Qual é a pergunta? O que se quer saber? Retome a leitura do enunciado quantas vezes forem necessárias e peça que grifem informações que serão utilizadas. Em seguida, peça que façam os cálculos.

Avaliação
Valide os resultados e pergunte: por que as repostas dos cálculos foram diferentes? O que precisamos fazer para resolver problemas parecidos como esse? As conclusões devem ser registradas no quadro, como quais informações selecionar e quais não são necessárias. Intervenha caso as respostas fujam do esperado.


Fonte: www.ne.org.br

domingo, 17 de julho de 2011

Cursos de especialização semi-presencial USP-UNIVESP

Estão abertas as inscrições para novo curso de especialização da USP/Univesp

08/07/2011A Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST) está recebendo até o dia 5/8/2011, sexta-feira, as inscrições para o processo seletivo do curso de especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola (veja o edital no site http://www.fuvest.br/index.html).
Firmado em uma parceria do Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) com a Universidade de São Paulo (USP), o curso é direcionado a portadores de diploma do ensino superior que estejam exercendo as atividades de professor, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor em instituição de educação infantil, de ensino fundamental, médio ou profissional.
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, a parceria tem como foco apoiar a formação dos profissionais de educação de todo o Estado. "O curso será uma oportunidade para os professores aprofundarem seus conhecimentos em temas ligados à ética e cidadania, componentes essenciais para a formação do jovem".
O curso de especialização é gratuito, tem duração de 18 meses, carga horária de 480 horas e garante ao formando o diploma da USP. São oferecidas mil (1.000) vagas, distribuídas do seguinte modo:
São Paulo (EACH-Zona Leste) - 150
São Paulo (Butantã) - 150
Santos - 100
Ribeirão Preto - 100
São Carlos - 50
Bauru - 50
Piracicaba - 50
Campinas - 100
Bertioga - 50
Praia Grande - 50
São Vicente - 50
Guarujá - 50
Lorena - 50
Assim como outros cursos do Programa Univesp, a configuração da especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola é semipresencial, com encontros semanais obrigatórios de 4 horas/aula. As demais atividades serão desenvolvidas por meio de ferramentas digitais/virtuais que promovem ambientes colaborativos e cooperativos disponibilizados na internet, por meio de programas da Univesp TV e vídeo-aulas.
O curso de especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola USP/Univesp é mais uma oportunidade de aperfeiçoamento para os professores em exercício das redes pública municipal e estadual e privada de todo o Estado de São Paulo. "Na linha de atuação da Univesp, a oferta deste curso que alcança mil professores vem a confirmar, mais uma vez, o conceito que tem orientado a atuação e o desenvolvimento do programa, que é o de levar o ensino superior público, gratuito e de qualidade às mais diversas regiões do Estado", diz Carlos Vogt, Coordenador da Univesp.

Inscrições
Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site da FUVEST (www.fuvest.br) de 11/7/2011 a 5/8/2011. Após o preenchimento da ficha de inscrição, o interessado deve pagar uma taxa de R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais) na rede bancária.
Processo seletivo
A prova será realizada no dia 14/8, domingo, na cidade que o candidato indicou como opção para cursar as atividades presenciais obrigatórias (na Baixada Santista a prova será na cidade de Santos), em local e horário a serem divulgados no site da FUVEST.
O exame será constituído por uma redação em língua portuguesa, elaborada em gênero dissertativo e seguindo a norma padrão da língua, sob temática relacionada aos objetivos do curso, com pontuação máxima de 100 (cem) pontos. A nota da redação será o resultado da avaliação de três aspectos textuais: (1) tipo de texto e abordagem do tema, (2) estrutura e (3) expressão.

Matrículas
A matrícula dos candidatos convocados ocorrerá nos dias 25 e 26/08, na cidade escolhida para as atividades presenciais, em horário e endereço que serão informados no site da FUVEST. Os aprovados deverão apresentar 2 (duas) fotos 3x4 recentes e 1 (uma) cópia, acompanhada dos originais, de cada um dos seguintes documentos:

I - diploma de curso superior
II - três últimos demonstrativos de vencimento ou atestado comprovando estar em efetivo exercício da função docente/administrativa em escola de educação infantil, fundamental, média ou profissional no Estado de São Paulo
III - cédula de identidade
IV - certificado que comprove estar em dia com o serviço militar, para candidatos do sexo masculino
V - comprovante de endereço
Início das aulas
29 de agosto de 2011.
Objetivos
1 - Oferecer aos profissionais de educação básica do Estado de São Paulo uma base de conhecimentos sobre ética profissional e na educação, os processos de construção de valores socialmente desejáveis e seus reflexos para o desenvolvimento da cidadania ativa.
2 - Oferecer aos profissionais de educação básica do Estado de São Paulo acesso aos avanços da pesquisa acadêmica e científica sobre as temáticas de ética, valores e cidadania.
3 - Instrumentalizar os profissionais da educação para que promovam no cotidiano das escolas ações de formação ética e construção de valores morais, que visem a cidadania, o protagonismo dos jovens e o respeito à diversidade humana.

Programa Univesp
O Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) foi criado pelo decreto nº 53.536 de 9 de outubro de 2008 com o objetivo de ampliar o acesso à educação superior pública. A estrutura consorciada da Univesp agrega a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Fundação Padre Anchieta e o Centro Paula Souza (CEETEPS).

Os cursos oferecidos pela Univesp têm o seu projeto acadêmico e seus conteúdos formulados pelas instituições de ensino que os propõem. São elas também as responsáveis pelo processo de seleção para o ingresso dos alunos, bem como pela avaliação de seu desempenho nos cursos. À Univesp cabe garantir as condições materiais, financeiras e tecnológicas para a realização desses cursos, acompanhando, de modo integrado com a instituição parceira, a sua realização, o seu desenvolvimento e o aproveitamento dos alunos neles matriculados.

Já foram oferecidos, no âmbito do Programa Univesp, o curso de idiomas em inglês e espanhol (Centro Paula Souza), e estão em andamento os cursos de licenciatura em Ciências (USP), especialização em Ética, Valores e Saúde na Escola (USP) e licenciatura em Pedagogia (UNESP).
Da Assessoria de Comunicação do Programa Univesp, com informações da USP.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Jogos de matemática

Trabalhar matemática pode ser muito divertido, principalmente quando se trata de alunos da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental.É possível trabalhar em sala de aula de um jeito lúdico e divertido e desenvolver conceitos do sistema de numeração decimal. Arremesso, por exemplo, ajuda a desenvolver o conceito de valor posicional.


ARREMESSO

MATERIAL NECESSÁRIO: 4 potes plásticos, fita crepe, pincel atômico, feijões ou outro material similar.

INSTRUÇÕES:
Coloca-se uma etiqueta em cada pote com as escritas UNIDADE, DEZENA, CENTENA.
Depois cada criança, a uma distância determinada arremessa 3 feijões para dentro dos potes. Cada um que cair na unidade, valerá 1, o que cair na dezena valerá 10 e na centena 100. Assim, se conseguir jogar os três na centena, ganhará 300 pontos. Anotar na tabela o valor de cada um (ex. 10+10+100=120 pontos)

Lembre-se sempre de pedir para que os alunos registrem os resultados para irem sistematizando os conhecimentos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Cursos de especialização à distância

Aamanhã 29/06/2011 até às 17h00 encerram-se as inscrições para os Cursos de Especialização UAB:

- Design Instrucional para EaD Virtual - email: seletivo.di@unifei.edu.br
- Gestão de Pessoas e Projetos Sociais - email: seletivo.gestao@unifei.edu.br

Para maiores informações acesse http://www.ead.unifei.edu.br

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Currículo e participação

CURRÍCULO E PARTICIPAÇÃO
 Claudia Zuppini Dalcorso
Uma cultura comum a todos jamais pode ser a imposição daquilo que a minoria é e acredita.
Michael Apple (2006)

A legislação do nosso país rege pela democracia, em nossa Constituição Federal, no artigo 205 expressa que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família, que deverá ser promovido e incentivado com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
No artigo 206, ainda na constituição, expressa princípios no qual a educação deverá ser ministrada e entre eles o princípio da gestão democrática do ensino público.
Esses princípios democráticos e de participação que orientam a nossa legislação indicam que há uma intenção política e social de que nossas escolas pratiquem ações democráticas com a participação da comunidade para que no exercício da ação os alunos aprendam na prática o que é ser cidadão.
Ser cidadão em uma perspectiva, não somente de saber escolher seu governante e sim se tornar sujeito, exercendo seu papel dirigente na formação do seu destino, capaz de criticar, reivindicar capaz de transformar a sociedade em um lugar mais justo.
A escola deve favorecer a construção de conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante solidário, ético e participativo.
Fazer com que de fato todas estas concepções estejam presentes no ambiente escolar não é uma tarefa fácil, primeiramente a escola deve priorizar a qualidade do serviço prestado, quando o aluno não aprende,isto é, quando a escola não consegue cumprir seu objetivo básico, ele não consegue ser um cidadão capaz de agir criticamente na sociedade. Uma pessoa analfabeta não consegue fazer a leitura do mundo da mesma forma que outra letrada o faz, por aí então começa a exclusão e a desigualdade.
Pensando assim a escola ocupa um papel importante na promoção da democracia, quando ela fracassa a sociedade perde.
É muito responsabilidade para esta instituição cumprir sozinha, ela necessita da participação dos agentes a ela envolvido para garantir seu sucesso.
Pais, alunos, funcionários, professores e comunidade devem ser convocados para atuarem na rotina escolar.
Um dos mecanismos para favorecer a participação é a implementação dos Conselhos Escolares, este é um espaço democrático que reúne diretor, professores, funcionários, estudantes, pais e representantes da comunidade para discutir, definir e acompanhar o desenvolvimento do projeto político-pedagógico da escola.
O projeto político-pedagógico é um documento construído pela comunidade escolar que norteia os trabalhos e rotinas do espaço escolar para favorecer a qualidade da educação oferecido neste espaço, isto é o currículo escolar.
Currículo aqui entendido como Moreira e T. Tadeu (1994) explica, um mecanismo essencial de constituição de identidades individuais e sociais atravessadas por relações de poder, como um artefato histórico, social e contingente, sendo, portanto passível de mudanças e transformações. Não como um meio neutro de transmissão de conhecimentos desinteressados e nem tampouco como um elemento natural, fixo e estável.
O currículo escolar construído coletivamente é uma maneira de participação eficaz para a promoção da democracia no ambiente escolar.
‘O currículo construído coletivamente é outra tendência do novo milênio envolvendo e comprometendo todos os atores sociais em uma postura ativa, crítica, democrática e criativa. ’ Abramowicz (2006)
            Para que esta construção se efetive é necessário estratégias de ação para que o Conselho Escolar consiga de fato se instituir como um mecanismo democrático e usual dentro das escolas, fazer com que se torne cultural em nossos espaços educativos o compartilhamento de decisões em um coletivo, para tal os educadores devem agir de forma a querer compartilhar o conhecimento, de uma maneira dialógica, pois só através do diálogo é possível haver a interação do conhecimento entre o aluno e educadores, da maneira como Imbernóm(2000) esclarece:

 ‘A escola deve abrir suas portas e derrubar suas paredes não apenas para que possa entrar o que se passa além de seus muros, mas também para misturar-se com a comunidade da qual faz parte. Trata-se, “simplesmente”, de romper o monopólio do saber, a posição hegemônica da função socializadora, por parte dos professores, e constituir uma comunidade de aprendizagem de aprendizagem no próprio contexto. ’ p. 85
Apple E James Beane (2001) em sua livro Escolas Democráticas faz referência a quatro escolas com experiências democráticas dignas de análise.
Sabemos que existem outros bons exemplos, porém creio que não deveriam ser exceção e sim regra, isto nos diz que muito ainda é necessária ser feito para que o currículo participativo faça parte da rotina escolar.


Bibliografia:

- Abramowicz, Mere (et. Altt) Currículo e Avaliação uma articulação necessária: textos e contextos. Recife – PE Centro Paulo Freire: Bagaço, 2006
- Apple, Michael – Ideologia e Currículo – tradução Vinicius Figueira – 3ª Ed. – Porto Alegre: Artmed, 2006.
- Apple, Michael, James A.Beane (org) –Escolas Democráticas – tradução Dinah de Abreu Azevedo – 2ª Ed. – São Paulo: Cortez, 2001.
- Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988.
- Imbernóm, Francisco. (org). A Educação no século XXI. Porto Alegre, ArtMed, 2000
- Moreira A. Flávio Silva & T.Tadeu – Currículo, Cultura e Sociedade S. Paulo, Cortez, 1994



Licença Creative Commons
A obra Currículo e participação de Claudia Zuppini Dalcorso foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em elodeeducadores.blogspot.com.

terça-feira, 17 de maio de 2011

INSPER entre as melhores do mundo

Educação Executiva do Insper está entre as melhores do mundo no ranking do Financial Times

Os cursos de Educação Executiva do Insper novamente ficaram entre os melhores do mundo no ranking do Financial Times, divulgado em 9 de maio. Os programas customizados, desenvolvidos de acordo com as necessidades das empresas, alcançaram a 24ª posição, e os programas abertos, que são cursos voltados para o desenvolvimento de habilidades específicas e estratégicas, ficaram em 30º lugar. No ranking geral, a escola obteve a 25ª colocação. Com este resultado, mantém-se entre as duas melhores instituições de Educação Executiva do Brasil e entre as três melhores da América Latina.

A classificação dos cursos de Educação Executiva no ranking do jornal britânico reforça o compromisso do Insper com a qualidade do ensino e com o atendimento a padrões internacionais. Compromisso este que já foi reconhecido pela AACSB International que, ao final de 2010, concedeu à escola a mais importante acreditação de escolas de negócios do mundo. O Insper é uma das duas instituições brasileiras acreditadas pela associação internacional e uma das oito na América do Sul, além de ser a única entre as brasileiras que aparecem no ranking do FT.

Há cinco anos participando do ranking do Financial Times, nesta edição, a escola ficou com a segunda colocação mundial no critério “Future Use”, que sinaliza a intenção das empresas clientes de recontratar os cursos especialmente desenhados para atendê-los. Divulgado sempre em maio, o ranking analisa, entre outros aspectos, a excelência dos programas oferecidos, a qualidade do corpo docente, infraestrutura física e parcerias internacionais.


domingo, 1 de maio de 2011

Violência Escolar: novas propostas de ação

A violência escolar é um tema que tem sido muito discutido nos últimos anos. Mais do que pensar em acabar com a violência nas escolas, precisamos pensar em como desenvolver uma cultura de paz.
Esse tema é discutido pela educadora Maria Auxiliadora Elias (Branca) em seu livro Violência escolar: caminhos para compreender e enfrentar o problema, lançado recentemente pela editora Ática.
Acesse o link abaixo e veja uma entrevista com a autora.
http://www.youtube.com/watch?v=LvyvY3vawYY&feature=player_embedded